Muitas me perguntaram o porque de Fake Angel, e acho que finalmente eu entendi o que significa esse nome que levei por tanto tempo. Tudo graças a você Neka, é como se eu tivesse escolhido esse nome, para justifica-lo no dia em que nos amassemos.
Nome...Palavra que lhe da identidade, que faz de você ser você mesmo, mas o que o meu significa? Porque Fake Angel? Uns dizem que sou algum tipo de anjo encarnado na Terra (ainda mais pelo meu nome verdadeiro, Lucas, nome de um arcanjo). Outros dizem que tenho uma carinha de anjo mas no fundo sou um demônio, outros dizem que tenho apenas o jeito de um anjo. Não soube responder quando me perguntavam do porque desse nome, preferia fugir com outra pergunta “qual você acha que é o significado?”. Simples.
A única coisa que eu sabia era que eu queria ter asas, mas não as sentia em minhas costas, mentira. Eu sempre tive asas, mas apenas uma. E com apenas uma asa não se pode voar, com apenas uma asa, pode-se apenas imaginar como é o paraíso. Enfim, encontrei alguém que me contou uma história e não só contou essa história, como roubou meu coração, aliás, completou-o. Sim, agora eu tenho duas asas, a minha juntamente com a sua, agora sei porque Fake Angel “O anjo de uma asa”. Agora sei voar, nas asas do paraíso, mas compartilhando, minhas asas, minha alegria, seja o que for, com a dona da asa que me completa.
By: Fake Angel
quinta-feira, 12 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Sem título - {Capítulo 4}
Capítulo 4 – Explicações e Reações
“É bom você me devolver o colar depois desta.” Marianna falou com um ar tão descontraído que se impressionou.
“Eu vou, mas só depois do chocolate quente.”
Os dois foram até a lanchonete da faculdade conversando inutilidades e evidentemente se divertindo. Pediram um chocolate quente cada um e sentaram-se na mesa mais isolada do local por escolha de Marianna.
“Certo, já temos o nosso chocolate quente, agora me fale sobre você Lucca...”
“Eu sou do 4º ano, matemática também. Não sei o motivo de gostar tanto desta matéria, mas acho que é porque os números são muito mais simples de se compreender do que qualquer outra coisa. Eu trabalho como plantonista em uma escola, mas não gosto muito dos alunos, se é que você me entende...” ele falou dando um sorrisinho “Para ser sincero acho que não gosto de pessoas também, a não ser...”
“A não ser?” Marianna insistiu.
“Esquece. Continuando... Eu te via todos os por aí e imaginei que gostaria de alguma companhia para variar.” Lucca sorriu tomando um bom gole de chocolate.
“Você tem muita imaginação para um matemático e parece muito novo para estar no 4º ano. Sua boca está inteira suja de chocolate!”
Lucca sorriu passando a língua nos lábios, exatamente como faz uma criança e isso rendeu a ele mais um vislumbre do sorriso de Marianna.
“Limpou?” perguntou ele.
Marianna balançou a cabeça negativamente, pegou um papel e limpou delicadamente a boca dele. Olharam-se nos olhos e sorriram tentando adivinhar o que se passava na cabeça um do outro.
“Por que um número 9?” Lucca falou interrompendo o momento.
“O quê?”
“Seu colar, tem um número 9 nele.”
“Ahh, é uma bobagem, nada de muito interessante.”
“Adoro coisas pouco interessantes.” Disse ele sorrindo.
“Ok...” Marianna respirou fundo “O número 9 sempre me perseguiu. As melhores coisas da minha vida sempre acontecem ou no dia 9, ou às 9 horas, ou então 9 vezes. Tudo tem o número 9 no meio, a não ser, é claro, nas minhas notas que são sempre maiores do que isto.” Ela sorriu divertindo Lucca. “Fora que eu faço aniversário dia 9...” Marianna não sabia por que se sentia tão confortável contando coisas para ele. Lucca era um completo estranho e ela nunca contava nada a ninguém, nunca se abria a ninguém. Por que com Lucca era tão diferente?
“Em que mês é seu aniversário?” perguntou ele fazendo com que Marianna voltasse à realidade.
“Junho, nasci dia 9 de Junho às 9 horas e 19 minutos.” Ambos sorriram e ficaram em silêncio por um tempo, apenas tentando adivinhar, sozinhos, o que significavam um para o outro. Lucca sabia que gostava da fria estudante do 2º ano. Achava-a inteligente, seus olhos o intrigavam e, para ele, ela era incrivelmente linda.
Marianna não podia negar que ele tinha um efeito diferente nela. Com ele, ela não se sentia só como de costume, sentia que sua enorme solidão acabava inteiramente preenchida quando ele estava por perto. E então foi a vez dela de quebrar o silêncio:
“Por quê?”
“Por que o quê?” perguntou Lucca.
“Por que você veio falar comigo?”
“Marianna...”
“Lucca...” ela fitou-o profundamente.
Ele então respirou fundo e disse relutante “Apesar de tentar passar despercebida pelos corredores, eu não pude deixar de te notar. Todas as vezes que você passou por mim eu fiquei sem reação... E não foi só porque você é uma bela mulher Marianna, suas atitudes quietas me deixam curioso, me fazem querer te conhecer bem... E eu não sou o tipo de pessoa que gosta de outras pessoas, eu não costumo querer conhecer alguém como quero te conhecer. Eu fui te procurar porque eu simplesmente não conseguia mais te ignorar.”
Marianna congelou. Ela nunca tinha ouvido nada parecido de ninguém. Seu coração irracional deu pulos, pelo tom da voz de Lucca ela pode perceber que tudo aquilo era verdade. Inconscientemente levou suas mãos para cima da mesa e fez com que elas se encontrassem com as mãos geladas dele. Fechou os olhos por um instante e sentiu uma lágrima teimosa a rolar pela sua face.
Lucca sorriu aliviado. Não sabia o que esperar e julgou que um encontro de mãos e uma lágrima fossem boa coisa. Soltou uma de suas mãos das de Marianna e enxugou a lágrima que lhe caía pelo rosto. Voltou a mão para afagar gentilmente as mãos quentes de sua companhia.
Marianna abriu os olhos e encontrou um par de olhos negros tentando interpretá-la. Resolveu então dizer alguma coisa:
“Eu sei que esta é a minha hora de dizer algo... Mas a verdade é que eu não sei o que dizer...” ela disse sem graça apertando ainda mais as mãos de Lucca contra as suas.
“Você não precisa dizer nada Marianna.” Ele sorriu tentando acalmá-la.
“Obrigada...” ela o agradecia não só pela compreensão. Tentou dizer com os olhos o que não conseguia colocar em palavras e isto bastou para que ela e Lucca ficassem calados e imóveis tentando organizar os pensamentos.
Para ambos era bastante complicado apreciar a companhia de outro ser humano... Lucca tinha mais facilidade com o assunto, mas para Marianna era tudo novo demais. Ela já tinha estado com outras pessoas antes, mas era sempre por diversão momentânea. Ela nunca tinha realmente sentido que gostaria de estar o tempo inteiro com alguém ao seu lado e apenas a idéia de sentir isto por Lucca a apavorou.
Ele percebeu a mudança na expressão dela e disse calmamente “Já é hora de irmos, não é? Está tarde...”
Ela impressionou-se com a capacidade dele de acalmá-la, respirou fundo e afirmou com a cabeça, levantando-se em seguida da cadeira.
“Foi bom te conhecer...” Marianna sorriu tentando ser simpática virou as costas e saiu andando em direção ao seu carro.
--
ps: Haaa a Mahh me irrita *-*
Peace, love and music, Kah *
domingo, 8 de março de 2009
Sem título, por enquanto - {Capítulo 3}
Capítulo 3 - Chantagem
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Lucca soltou um suspiro descontente e logo quando decidiu ir embora viu, no chão, o pequeno colar com o número 9 de Marianna. Pegou-o do chão sorrindo e correu para encontrá-la. Parou no corredor e teve que insistir ao inspetor para que o deixasse entrar depois de 5 minutos de atraso. Conseguiu graças ao colar de Marianna e procurou pela sala de geometria analítica.
O professor não havia aparecido, era verdade e Marianna sentou-se em uma das primeiras carteiras, como sempre, para esperar que os liberassem para ir embora. Abriu seu caderno no exercício que Lucca havia supostamente resolvido e fez as contas conforme ele dissera. Lá estava: a solução realmente era 1... Fechou o caderno sorrindo, como nunca faria na frente dele e ficou a pensar em quem era ele afinal.
Foi interrompida pelo mesmo barulho de passos barulhentos que ela havia ouvido quando estava sentada no banco pouco antes.
"Lucca, eu falei pra me deixar em paz!" Ela levantou os olhos após dizer e encontrou Lucca sorrindo na frente dela.
"Não seja mal educada mais uma vez, eu achei algo que é teu."
"Algo que é meu? Ah sim, claro... Agora você está arranjando desculpas?"
"Não é desculpa Marianna... Isso não lhe pertence?" Lucca tirou o pequeno colar de 9 do bolso e mostrou para ela.
"Meu colar..." Marianna falou colocando as mãos no pescoço.
"Pois é, seu colar." Ele sorriu "Eu só te devolvo se você aceitar tomar um chocolate quente comigo."
"Isso é chantagem!" Disse ela encarando-o.
"Funciona com você, já que não vai por mim..."
"Eu REALMENTE gosto deste colar."
"Então vamos, ninguém aqui vai te morder... A não ser que você peça." Ele piscou sorrindo e a fez moldar um sorriso torto que aparentemente a irritou.
“Não tenho outra escolha, tenho?” Marianna falou com um ar menos pesado.
“Tem, é claro que tem! Você pode me dar seu colar.”
“Acho que prefiro fazer o sacrifício de tomar um chocolate quente.”
“Você pode tomar café, se preferir.”
Lucca sentia que Marianna começava a se divertir ao seu lado, o que o fez sorrir sinceramente. Ela não resistiu ao sorriso do homem à sua frente e retribuiu o sorriso levemente ao seu olhar.
“O sacrifício não é o chocolate e sim a companhia.”
“O quê?” disse ele indignado “Você está dizendo que não gosta da minha companhia?”
“Eu não gosto de companhia nenhuma, você não será o único. Não precisa se sentir mal por isso. E além do mais, eu nem te conheço!”
Lucca admirou o belo rosto de Marianna e teve que se segurar para não estender a mão e tocá-lo.
“É uma ótima oportunidade para conhecer. E eu não me sinto mal Marianna... Posso sempre roubar o seu colar e te obrigar a sair comigo.”
O professor não havia aparecido, era verdade e Marianna sentou-se em uma das primeiras carteiras, como sempre, para esperar que os liberassem para ir embora. Abriu seu caderno no exercício que Lucca havia supostamente resolvido e fez as contas conforme ele dissera. Lá estava: a solução realmente era 1... Fechou o caderno sorrindo, como nunca faria na frente dele e ficou a pensar em quem era ele afinal.
Foi interrompida pelo mesmo barulho de passos barulhentos que ela havia ouvido quando estava sentada no banco pouco antes.
"Lucca, eu falei pra me deixar em paz!" Ela levantou os olhos após dizer e encontrou Lucca sorrindo na frente dela.
"Não seja mal educada mais uma vez, eu achei algo que é teu."
"Algo que é meu? Ah sim, claro... Agora você está arranjando desculpas?"
"Não é desculpa Marianna... Isso não lhe pertence?" Lucca tirou o pequeno colar de 9 do bolso e mostrou para ela.
"Meu colar..." Marianna falou colocando as mãos no pescoço.
"Pois é, seu colar." Ele sorriu "Eu só te devolvo se você aceitar tomar um chocolate quente comigo."
"Isso é chantagem!" Disse ela encarando-o.
"Funciona com você, já que não vai por mim..."
"Eu REALMENTE gosto deste colar."
"Então vamos, ninguém aqui vai te morder... A não ser que você peça." Ele piscou sorrindo e a fez moldar um sorriso torto que aparentemente a irritou.
“Não tenho outra escolha, tenho?” Marianna falou com um ar menos pesado.
“Tem, é claro que tem! Você pode me dar seu colar.”
“Acho que prefiro fazer o sacrifício de tomar um chocolate quente.”
“Você pode tomar café, se preferir.”
Lucca sentia que Marianna começava a se divertir ao seu lado, o que o fez sorrir sinceramente. Ela não resistiu ao sorriso do homem à sua frente e retribuiu o sorriso levemente ao seu olhar.
“O sacrifício não é o chocolate e sim a companhia.”
“O quê?” disse ele indignado “Você está dizendo que não gosta da minha companhia?”
“Eu não gosto de companhia nenhuma, você não será o único. Não precisa se sentir mal por isso. E além do mais, eu nem te conheço!”
Lucca admirou o belo rosto de Marianna e teve que se segurar para não estender a mão e tocá-lo.
“É uma ótima oportunidade para conhecer. E eu não me sinto mal Marianna... Posso sempre roubar o seu colar e te obrigar a sair comigo.”
"Chantagista..."
"Funciona, não funciona?"
Ambos sorriram e se olharam por um instante. Marianna não conseguia entender o motivo de ele ter ido falar com ela, não conseguia entender como ele não se afastava, mesmo depois de todos os olhares frios que ela lhe lançara. Marianna simplesmente não entendia...
“Vamos?” disse Lucca interrompendo o momento e estendendo a mão para Marianna.
Ambos sorriram e se olharam por um instante. Marianna não conseguia entender o motivo de ele ter ido falar com ela, não conseguia entender como ele não se afastava, mesmo depois de todos os olhares frios que ela lhe lançara. Marianna simplesmente não entendia...
“Vamos?” disse Lucca interrompendo o momento e estendendo a mão para Marianna.
Ela encarou a mão dele sem saber o que fazer e ele, entendendo aquele olhar, recolheu a mão junto ao corpo. Ela sorriu em agradecimento e levantou-se para acompanhá-lo. Iam saindo da sala juntos e em silêncio quando Marianna realizou que algumas pessoas de sua sala a olhavam curiosas fazendo comentários. Parou, se virou para trás e encarou, fria, todos os que olhavam para ela. Prontamente percebeu que os olhos que a fitavam foram se abaixando um por um, até que a última pessoa decidisse cuidar de sua própria vida. Ela então saiu atrás de Lucca rindo por dentro.
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Ps: Finalmente um novo post! Depois de aanos resolvi voltar a digitar :)
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Peace, love and music, Kah.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Olhos de menina
Um dia nós nos conhecemos, em um dia qualquer, lembro-me de teus olhos, de menina. Aqueles olhos que quando cruzaram com os meus encheram-se de um brilho sem igual.
Um dia nós nos conhecemos, um dia nós nos arriscamos, um dia nós resolvemos dar uma chance ao outro, um dia nós nos amamos, um dia nós brigamos, um dia nós choramos, um dia nós nos casamos.
E hoje, vejo-a como uma mulher, não vejo eu mesmo, não gosto de me auto julgar, mas vejo-a como uma mulher adulta. Uma mulher independente, forte, que tem controle sobre a própria vida, uma mulher “calejada” pelas quedas da vida, uma mulher que acima de tudo consegue sorrir. Uma pessoa completamente diferente daquela que conheci a vários anos atrás, seu corpo, seu modo de pensar, seu modo de ver, já não são daquela menininha que conheci. Mas seus olhos quando cruzam com os meus, seus olhos quando cruzam com os meus, ainda são aqueles olhos de menina...
Aqueles olhos puros, transmitindo todo ingenuidade da parte frágil que ela não demonstra, aqueles olhos que brilham quando vêem os meus, aqueles olhos de menina que não de deixam de esquecer o quanto eu amo essa mulher-menina, não me deixam esquecem o quanto sou feliz do lado dela, que não me deixam esquecem que eu também tenho olhos de menino.
Para você, a minha menina.
Um dia nós nos conhecemos, um dia nós nos arriscamos, um dia nós resolvemos dar uma chance ao outro, um dia nós nos amamos, um dia nós brigamos, um dia nós choramos, um dia nós nos casamos.
E hoje, vejo-a como uma mulher, não vejo eu mesmo, não gosto de me auto julgar, mas vejo-a como uma mulher adulta. Uma mulher independente, forte, que tem controle sobre a própria vida, uma mulher “calejada” pelas quedas da vida, uma mulher que acima de tudo consegue sorrir. Uma pessoa completamente diferente daquela que conheci a vários anos atrás, seu corpo, seu modo de pensar, seu modo de ver, já não são daquela menininha que conheci. Mas seus olhos quando cruzam com os meus, seus olhos quando cruzam com os meus, ainda são aqueles olhos de menina...
Aqueles olhos puros, transmitindo todo ingenuidade da parte frágil que ela não demonstra, aqueles olhos que brilham quando vêem os meus, aqueles olhos de menina que não de deixam de esquecer o quanto eu amo essa mulher-menina, não me deixam esquecem o quanto sou feliz do lado dela, que não me deixam esquecem que eu também tenho olhos de menino.
Para você, a minha menina.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Unmask
"Você tirou minha máscara, me deixou nu diante de mim e de você. Você me revelou para mim e para você...Nela..."
Manhã, tarde, noite na cidade, sentado no mesmo local. Vejo as pessoas passando, todas com a mesma face, uma máscara. Tal máscara que quebra a personalidade, todas são iguais, todos possuem o mesmo sorriso, os mesmos olhos, a mesma face e eu, não escapo disso. A chuva começa a cair, fina, para completar a cena, pouco a pouco guarda-chuvas cinzentos vão se abrindo, mas eles guardam a chuva que molham a todos, eles não ligam...
Ninguém se permite olhar para si e para os outros, vejo-os passando por mim, batidos. Correm, correm sem prestar atenção nas únicas coisas coloridas, o céu, as pequenas coisas. Mas vejo alguém andando devagar, erguendo seu guarda-cores, ao levanta-lo, pude ver o seu rosto, com um sorriso diferente, sem sua máscara. Quiseram taxa-la de louca, quiseram ofende-la, mas aquele sorriso era como um escudo...
Ela me fitou, sou um mascarado como todos, um simples mascarado na chuva, aproximou-se e tocou minha máscara. Não ousou experimentar, apenas a tirou. Pela primeira vez me vi como eu bem era, agora somos dois loucos em um mundo onde somente nos dois “existimos” e isso, chama-se...amor.
By: Lucas Eiji (Fake Angel)
Manhã, tarde, noite na cidade, sentado no mesmo local. Vejo as pessoas passando, todas com a mesma face, uma máscara. Tal máscara que quebra a personalidade, todas são iguais, todos possuem o mesmo sorriso, os mesmos olhos, a mesma face e eu, não escapo disso. A chuva começa a cair, fina, para completar a cena, pouco a pouco guarda-chuvas cinzentos vão se abrindo, mas eles guardam a chuva que molham a todos, eles não ligam...
Ninguém se permite olhar para si e para os outros, vejo-os passando por mim, batidos. Correm, correm sem prestar atenção nas únicas coisas coloridas, o céu, as pequenas coisas. Mas vejo alguém andando devagar, erguendo seu guarda-cores, ao levanta-lo, pude ver o seu rosto, com um sorriso diferente, sem sua máscara. Quiseram taxa-la de louca, quiseram ofende-la, mas aquele sorriso era como um escudo...
Ela me fitou, sou um mascarado como todos, um simples mascarado na chuva, aproximou-se e tocou minha máscara. Não ousou experimentar, apenas a tirou. Pela primeira vez me vi como eu bem era, agora somos dois loucos em um mundo onde somente nos dois “existimos” e isso, chama-se...amor.
By: Lucas Eiji (Fake Angel)
Um pedacinho do céu
"Quando se ama, se ama." Sim...isso é para ti meu amor, minha Neka...
Quando pequeno, queria o céu para mim, aquele mar de algodões doces, onde o açúcar e as gostosuras eram infinitas, erguia os braços tentando pegá-lo, em vão. Cresci e me disseram que o céu é o paraíso, onde apenas os bons na terra tem direito, então eu teria de morrer para ter um pedacinho do céu e não só isso, teria de ser uma boa alma. Tantos lutam por isso, pelos seus pedaços naquele céu infinito, eu também lutei, eu também queria meu pedacinho do céu, meu lugar no paraíso. Mas não me contaram uma coisa: que o meu pedacinho do céu, que o meu pedacinho de paraíso não está lá em cima depois da morte, mas sim no sorriso de uma garota. Não me disseram que a cada vez que aquela garota sorria para mim, eu via meu pedacinho do céu. Ninguém me disse que a cada abraço forte, eu ganharia mais do que um pedacinho do céu, eu ganharia junto a calma de uma paraíso, assim como ninguém me disse que quando minhas mãos deslizam por sua face, eu ganharia a benção de uma Deusa. Ninguém me disse nada sobre ela, mas são coisas que descobri depois de ganhar meu pequeno pedacinho do céu...
By: Lucas Eiji (Fake Angel)
Quando pequeno, queria o céu para mim, aquele mar de algodões doces, onde o açúcar e as gostosuras eram infinitas, erguia os braços tentando pegá-lo, em vão. Cresci e me disseram que o céu é o paraíso, onde apenas os bons na terra tem direito, então eu teria de morrer para ter um pedacinho do céu e não só isso, teria de ser uma boa alma. Tantos lutam por isso, pelos seus pedaços naquele céu infinito, eu também lutei, eu também queria meu pedacinho do céu, meu lugar no paraíso. Mas não me contaram uma coisa: que o meu pedacinho do céu, que o meu pedacinho de paraíso não está lá em cima depois da morte, mas sim no sorriso de uma garota. Não me disseram que a cada vez que aquela garota sorria para mim, eu via meu pedacinho do céu. Ninguém me disse que a cada abraço forte, eu ganharia mais do que um pedacinho do céu, eu ganharia junto a calma de uma paraíso, assim como ninguém me disse que quando minhas mãos deslizam por sua face, eu ganharia a benção de uma Deusa. Ninguém me disse nada sobre ela, mas são coisas que descobri depois de ganhar meu pequeno pedacinho do céu...
By: Lucas Eiji (Fake Angel)
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Reflexões sobre seu epitáfio
Escuto essa canção e lembro de você.
Já não consigo mais disfarçar e sinceramente não ligo mais para isso. Gosto mesmo de você e nem tente me contrariar.
Claro que achei que só seria mais uma história qualquer de "amor", mas a vida me surpreende, a vida não, você né!
Lembra da primeira vez que nos vimos?
Eu sozinha num canto do bar pensando na vida e de repente vem você senta ao meu lado (fingi que não vi), pediu uma bebida e se virou perguntando qual eu iria querer. Com a pior cara possível te ignorei, mas você insistiu e colocou na minha frente uma caipirinha. Começou falar de tudo! Eu que estava sem um mínimo de paciência tentava te ignorar novamente e o barman nos via com aquele olhar de toda noite, como se quisesse me falar, eu sei no vai dar isso. No que sempre dava! Eu ficava brava, me enchiam e ia embora.
Até que começou a tocar uma música e você parou de falar. Foi ai que te olhei direito; dava pra ver que não era como os outros, e numa fração de segundos pensei se iria valer à pena correr o risco de me envolver contigo.
Mal tinha acabado de organizar meus pensamentos e você me puxou pra dançar, dizendo que se eu não falava pelo menos dançasse sua música favorita e que depois nunca mais iria vê-lo, se eu quisesse.
Como uma dança muda tudo.
Não sei explicar, mas de repente me deu vontade de conversar e só deus sabe o quanto eu não sou disso, talvez tenha sido as bebidas, ou sua beleza, ou até mesmo aquele ambiente agradável.
Faz tanto tempo que nem lembro direito, só sei que sorri feliz e você sorriu de volta. E foi assim que tudo começou.
Noites e mais noites saindo, viramos namorados, acabamos, voltamos, brigamos e como no final das contas não dava pra ficar longe um do outro, fomos morar juntos.
E hoje de manhã você resolveu comprar uns pães.
Eu lhe disse que seria hoje seria um ótimo dia para largar tudo e ir à praia para comemorar nosso aniversário. Você todo animado adorou a idéia, falou que iríamos e que me amava. E foi comprar o tal pão.
Agora após um bom tempo recebo a ligação da emergência, me falam que você foi atropelado.
Meu coração dispara e corro pro hospital, só de te imaginar lágrimas caem.
Não quero falar sobre o que vi.
Você se foi.
E nada posso fazer. Meus dias se juntaram ao clima da cidade, cinzas.
O pior é ter que lidar com suas coisas, seu cheiro ainda em minha cama.
Juro que tentei viver. Mais prefiro viver com as lembranças do que a vida propriamente dita.
E como presente me junto a ti.
Já não consigo mais disfarçar e sinceramente não ligo mais para isso. Gosto mesmo de você e nem tente me contrariar.
Claro que achei que só seria mais uma história qualquer de "amor", mas a vida me surpreende, a vida não, você né!
Lembra da primeira vez que nos vimos?
Eu sozinha num canto do bar pensando na vida e de repente vem você senta ao meu lado (fingi que não vi), pediu uma bebida e se virou perguntando qual eu iria querer. Com a pior cara possível te ignorei, mas você insistiu e colocou na minha frente uma caipirinha. Começou falar de tudo! Eu que estava sem um mínimo de paciência tentava te ignorar novamente e o barman nos via com aquele olhar de toda noite, como se quisesse me falar, eu sei no vai dar isso. No que sempre dava! Eu ficava brava, me enchiam e ia embora.
Até que começou a tocar uma música e você parou de falar. Foi ai que te olhei direito; dava pra ver que não era como os outros, e numa fração de segundos pensei se iria valer à pena correr o risco de me envolver contigo.
Mal tinha acabado de organizar meus pensamentos e você me puxou pra dançar, dizendo que se eu não falava pelo menos dançasse sua música favorita e que depois nunca mais iria vê-lo, se eu quisesse.
Como uma dança muda tudo.
Não sei explicar, mas de repente me deu vontade de conversar e só deus sabe o quanto eu não sou disso, talvez tenha sido as bebidas, ou sua beleza, ou até mesmo aquele ambiente agradável.
Faz tanto tempo que nem lembro direito, só sei que sorri feliz e você sorriu de volta. E foi assim que tudo começou.
Noites e mais noites saindo, viramos namorados, acabamos, voltamos, brigamos e como no final das contas não dava pra ficar longe um do outro, fomos morar juntos.
E hoje de manhã você resolveu comprar uns pães.
Eu lhe disse que seria hoje seria um ótimo dia para largar tudo e ir à praia para comemorar nosso aniversário. Você todo animado adorou a idéia, falou que iríamos e que me amava. E foi comprar o tal pão.
Agora após um bom tempo recebo a ligação da emergência, me falam que você foi atropelado.
Meu coração dispara e corro pro hospital, só de te imaginar lágrimas caem.
Não quero falar sobre o que vi.
Você se foi.
E nada posso fazer. Meus dias se juntaram ao clima da cidade, cinzas.
O pior é ter que lidar com suas coisas, seu cheiro ainda em minha cama.
Juro que tentei viver. Mais prefiro viver com as lembranças do que a vida propriamente dita.
E como presente me junto a ti.
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